As fantásticas aventuras (!!!) de dois jovens, que não fazem nada de útil da vida.

12.3.07

sem título

Um texto de Renata Lyrio mandado numa 2a-feira chuvosa e melancólica...


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Quero buscar forças para superar os meus desejos mais egoístas e, somente, o que meu ego deseja.

Espero, ansiosamente, (tenho que abrir esse parêntese pra dizer que não me aguento de tanta ansiedade...rs) a felicidade em seu sentido mais profundo!!!

É essa tal felicidade que todos falam por ai...(Juro que se vendesse em caixinhas coloridas, eu compraria! Só para experimentar. Se eu tivesse garantias, compraria logo umas 7 caixinhas. 4 vermelhas e 3 amarelas.)

Já consigo ouvir sorrateiros passos, mas não sei distinguir se vem "só" em minha direção (Tomara que ela tenha me reconhecido!!! Só a mim!)

Demora tanto e quando chega, vou ter que dividir?

Mas penso que ela só vai chegar, se eu conseguir me livrar dos meus desejos mais egoístas... (Por isso que seria bem mais fácil se vendessem essas tais, caixinhas coloridas!!)

Bem... estou disposta a isso!!! ( Huuuuuuuuum... perai!!! Disposta a que? A procurar as tais caixinhas coloridas ou tentar me livrar dos desejos mais egoístas????)

Tenho minhas dúvidas. (Agora em relação as cores!! Que saco!! Não sei se fico com uma de cada, como um arco-íris ou se compro todas brancas e depois vou colorindo...)

Não quanto valer a pena, mas se vou ter que dividir com alguém...

Ahh...não vou ficar me culpando não! Vai ver que é, humanamente, impossível deixar de ser egoísta, né?!

4.10.06

De tudo o que se foi.

De tudo o que se foi
Eu guardo os lenços.
De tudo o que se foi
Eu guardo os discos.
De tudo o que se foi
Eu guardo os retratos.
De tudo o que se foi
Eu guardo os jornais.

De tudo o que se foi
Eu guardo canções.
De tudo o que se foi
Eu guardo as cartas.
De tudo o que se foi
Eu guardo os livros.
De tudo o que se foi
Eu guardo palavras.

De tudo o que se foi
Eu guardo as roupas.
De tudo o que se foi
Eu guardo os automóveis.
De tudo o que se foi
Eu guardo o mundo.
Mas de tudo o que se foi no mundo
Só o que sobrevivem
São as marcas...

21.8.06

Tem dias...

TEM DIAS em que você acorda e entende o mundo. Sabe como fazer a barba, a medida certa do café -aquelas duas colheres nem tão vazias e nem tão cheias.
Você sabe onde estão suas meias. E como vai ser, mais ou menos, o seu dia de trabalho. Quando você chega no serviço você é amável com as pessoas. Seu português correto. Até crase você acerta. Se você está na escola, pense naquele dia em que você até tira nota boa na prova.
Você sabe o que vai querer comer no almoço. Se vai tomar refri ou suco. A sobremesa, já escolheu lá pelas dez horas.
Tem dias em que você acorda e não entende nada. Ou seja, você acorda e praticamente virou o Morrissey. Ou um emo.
Você não sabe direito quem é. Pode até saber, mas provavelmente acha que foi engano. Seu café fica fraco demais, suas roupas lhe caem mal e você até se pergunta porque é mesmo que você assina o jornal.
Por que mesmo?
Na hora da sobremesa, você fica se perguntando se não teria sido melhor ter gostado de cajuzinho ao invés de brigadeiro durante os últimos dez anos.
Tudo dá preguiça. Seus melhores amigos parecem chatos. Até o seu livro predileto te dá sono. E você prefere ficar no status "volto logo" no MSN (e na vida), só para não falar com ninguém.
Acabamos de descobrir nosso novo sonho de consumo, poder alterar o status da nossa vida e dizer ao mundo: "volto logo". Ou, pelo menos, "hoje está off-line".
Falando nisso: o que é mesmo que estamos fazendo aqui?!

7.8.06

Back to Reality...

São 05:38 da manhã do dia 07 de Agosto, mais conhecido como o dia que eu volto as aulas após dois meses e uma semana de férias(essa semaninha eu mesmo me dei de férias).
=)
Acordei com o pensamento de me esforçar pra dormir cedo, mas com o passar do dia vi que seria assaz complicado cumprir esse pensamento.O fato de ter acordado após as duas da tarde influenciou nisso, mas acho que o principal fato é o de que eu tenho dormido mais de 10 horas por noite todos os dias das férias, ou seja, meu sono tá mais do que acumulado!
Fiquei tirando de tempo até umas duas horas da manhã na frente do computador, aí percebi que não dormiria tão cedo, fui pra televisão pra ver se tinha algo chato passando que me desse sono, acabou que tava passando um filme com Robert Redford, meia boca o filme, mas me manteve acordado até 04:30.A essa altura não adianta mais dormir, decidi esticar e virar até a hora de ir pra aula.
Pra minha felicidade ao passar pelos canais, vi que estava passando friends no SBT, tá bom, eu sei que é dublado, que as piadas perdem a graça, mas é friends pô e minhas opções eram reduzidas, era isso ou orar com os pastores na record e band.O foda é que o SBT corta os capítulos, então passou o começo de um capítulo, o meio de outro, e o fim de outro, mas valeu a pena, me manteve acordado até agora.

Nesse exato momento estou com muita fome, doido pra minha mãe acordar preu ir tomar café com ela.

24.7.06

I Think I Lost My Headache

Ontem fiquei vendo televisão com minha mãe, tava passando 60 segundos no SBT, e era a melhor opção ( televisão aberta é foda).

No decorrer do filme os caras andam em trocentas barcas, só carro paloso mesmo, ferraris, lamborguinis, mustangs, cadillacs antigos, enfim, cada carro mais sinistro que o outro. Nisso eu parei e pensei comigo mesmo "nunca na minha vida eu vou ter um carro desse, talvez nem dirigir um carro desse eu consiga". Partindo disso eu começei a ver outras mil coisas que nunca faria na minha vida, fiquei amuado, muito amuado.

Mas fazer o que?!

O mundo é cruel mesmo, muito cruel.

7.7.06

...

Oh yeah.
Alright.
Are you gonna be in my dreams
Tonight.

Love you. Love you. Love you. Love you.
Love you. Love you. Love you. Love you.
Love you. Love you. Love you. Love you.
Love you. Love you. Love you. Love you.
Love you. Love you. Love you. Love you.
Love you. Love you. Love you. Love you.

And in the end,
The love you take
Is equal to
The love you make.

2.7.06

Don´t Leave The Light On Baby

Pra tristeza de muitos, e felicidade de poucos a copa acabou.
Hora de voltar pra realidade.

Miquinha demorou mas chegou, é estranho como você perde o costume das coisas, mas com a mesma facilidade com que se perde, se ganha, e é bom.

Aluguei hoje Hotel Ruanda e ElizabethTown, botei fé no ETown por ser um filme do Cameron Crowe, o mesmo diretor do foda Quase Famosos, me enganei redondamente, o filme é uma merda. Duas horas de sofrimento e tortura, NÃO PEGUEM!!

Criatividade no zero, sem saco de falar bem ou mal, o que será que isso significa?
Será que estou ficando velho e a vida está se esvaindo lentamente?
Como diria Alan "medo, pânico e terror".

12.6.06

Dia dos Namorados para os solteiros infelizes e miseráveis..!

Esse lance de dia dos namorados é muito cruel. Todos os relacionamentos se tornam os mais lindos, todos os namorados/as se tornam as melhores do mundo, se houvesse um medidor de "te-amo" hoje com certeza bateria todos os recordes.
E nós meros solteiros e desacompanhados nos resumimos a infelicidade de ficar vendo a alegria alheia, e sempre resmungando pelo canto da boca "maldito dia comercial".
Nos resta a alegria de debochar e dar risada das declarações melosas no fotolog, orkut, msn, dos presentes toscos, e das fortunas gastas comprando esses presentes toscos afim de agradar o companheiro.

É engraçado como as relações de hoje em dia perderam um pouco o sentido, ficou tudo muito banalizado, as pessoas não ficam mais juntas por gostarem da companhia do outro, ou pelo simples gostar, parece que virou muito mais uma obrigação, como se a felicidade fosse atrelada ao fato de ter ou não ter alguém ao seu lado. Eu vi muita gente querendo um namorado, ou se lamentando por não ter um, só pra não passar o dia de hoje sozinho, como se a solidão fosse a pior coisa do mundo, é como as tias de todo o Brasil dizem: Antes só do que mal acompanhado.

Mas se mesmo assim você se sente um merda por não ter alguém, fique tranquilo, sua metade da laranja está por aí, talvez não tão perfeito ou especial como você sempre imaginou, mas tá por aí. Não adianta correr atrás, ele virá até você!

E chega de conselhos sentimentais melosos, a onda é tocar o terror, e seja fiel a putaria!!

Enfim as tão sonhadas férias, não posso nem acreditar que terei dois meses pra me sentir (e ser) o mais inútil que eu possa, e não ter o mínimo peso na consciência. Se alguém tiver algum programa legal pra fazer, for tomar uma cerveja, ou mesmo não for fazer nada e quiser uma boa companhia, estou a disposição, é só chamar.

3.6.06

Nas imagens da TV eu vi tudo aquilo que eu sempre disse...infelizmente eu estava certo.

Uma colaboração ilustríssima do Prof. Alan Benedetto.
(No dia que ele publicar um livro e ficar famoso vou poder ficar metido e dizer "Alan?...Alan contribuia no meu blog, dei até uns toques pra ele.)
=)
Siga a estrada Alan, ela é longa e árdua mas o final sempre compensa. (E com a companhia certa ela se torna até agradável, e essa companhia eu sei que você tem.)
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Quando eu passei no vestibular da Universidade Federal da Bahia, meus pais me receberam com um ar de pesar. A pergunta foi: Por que? Minha mãe quase a chorar disse estar “feliz” mas, notei no olhar dela o total desapontamento. Ao mesmo tempo meu pai falou que eu iria fazer outro curso paralelo - quem sabe “Direito”? - mas, eu estava decidido: eu queria ser historiador. Diante daquela afirmação tão cheia de certeza, a casa tomou um ar de “felicidade” e logo começamos a falar das festas e outras coisas que fingimos comemorar. O tempo passou. Ao me deparar com a Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas percebi que os medos dos meus pais eram justificados, eles temiam o triste fim da carreira do seu filho: professor. - Poderia ser Médico, Engenheiro e até Musico - a contragosto-, mas professor...professor não.

As imagens que chocaram o Brasil na ultima semana refletem um pais sem cara, que não se preocupa com os jovens, que glorifica o consumo desenfreado e esquece que a maior riqueza que um pais tem é o seu povo. Meninos e meninas sem futuro, criados pelo “Estado Paralelo” que supre com migalhas as lacunas que o Estado não quer enxergar. A miséria não tem nação, não tem idade, está ali, limpando os vidros dos carros. Não são as belas palavras que alimentam as bocas famintas daqueles que pedem para ser mais do que números estatísticos da violência, alarmados pelos meios de comunicação. Meu pai estava certo, o filho dele seria apenas um professor em um país que não liga para a educação. Não há respeito do poder publico por este profissional fundamental para o desenvolvimento do país. Para ser gari ou astronauta, tem que passar pelo banco da escola, e quem vai estar lá? O professor! Porem, não há apreço pela educação, e ficamos sempre a fingir que estamos fazendo algo de bom pelas crianças.

Diante dessa dura realidade, fico muito honrado por trabalhar em uma “ilha” de consciência. O Tribunal de Contas do Estado ao permitir que seus funcionários retomem os estudos, remando contra a corrente da desigualdade social, permitindo que muitos tenham uma segunda chance, e outros a primeira, de freqüentar uma escola. O esforço da coordenação do Núcleo de Educação de Jovens e Adultos, simbolizado por Bete, para manter a qualidade deste projeto beira a “paixão”. Diariamente vejo a preocupação com a freqüência dos alunos, com o conteúdo das aulas, debatemos a metodologia e sempre saio com novas experiências que tentarei aplicar nas salas.

Neste novo semestre, a evasão tem sido o grande problema enfrentado pelos professores. A estrutura física da nova sala de aula é perfeita. Com a transferência do curso para as salas do primeiro andar, ganhamos privacidade. Não passamos mais pelos transtornas causados pelos colegas que não respeitavam a aula. No entanto, a mudança do horário das aulas tem sido o motivo apontado para o êxodo dos alunos. Sendo assim, o processo de avaliação deste semestre será processual, com atividades em sala de aula cujas notas serão somadas a avaliação final, sendo esta uma prova com questões objetivas e discursivas, resultando na média dos alunos.

Neste novo semestre a leitura continua sendo um grande empecilho para o fluxo das aulas. Ainda temos em nosso grupo vários alunos analfabetos funcionais ou plenos. As aulas de alfabetização iniciadas neste semestre abrirão portas importantíssimas para a inclusão destes alunos nos assuntos das aulas. O comportamento aversivo ao conteúdo dado, apresentado por certos alunos como Lucrecia, é fruto da sua falta de alicerce para estar na sala. Neste ponto podemos retomar a questão da avaliação já que a aluna não teria condições de ser avaliada como outros alunos que dominam plenamente a escrita como é o caso de João. Este aluno do ensino fundamental é, para mim, uma grata surpresa já que ele faz com que o projeto “ande”. Presente as aulas, atento, extremamente sensível aos conteúdos e cria debates pertinentes aos assuntos baseados em fontes alternativas ao livro didático. Junto com Domingos, criou um núcleo de solidariedade aos colegas cujas dificuldades travavam a dinâmica das aulas. Seria injusto Lucrecia e João da mesma forma? Não. Porem, os objetivos finais seriam diferentes: para João, a continuidade dos estudos até o Doutorado; para Lucrecia, a inclusão social que só a educação pode oferecer.

Sei que em todos os caminhos que percorremos em grupos, nem todos conseguem chegar ao final porem, temos que aprender a coroar os acertos, e olhar para aqueles que apesar das dificuldades do caminho não diminuem o passo. Tomarei como exemplo Valdir. No inicio do projeto, o aluno se mostrava extremamente quieto, sua voz não era ouvida nem no momento da chamada, incapaz de perguntar as horas, sua quietude me chamou atenção. Passei a cita-lo nos exemplos e a falar de assuntos que lhe causavam alguma reação. Lentamente, sua timidez diminuiu e a sua voz tornou-se presente. Devido as dificuldades no processo de alfabetização, Valdir pena para assimilar os conteúdos todavia, sua presença em todas as aulas revela o seu interesse de ser incluído. A educação não tem apenas a finalidade acadêmica, toda sala de aula é um núcleo de inclusão, a partir do momento em que o aluno percebe que ali ele vai encontrar alicerce para a vida pratica. Valdir, hoje, sabe que há muito mais coisas no mundo do que diz a bíblia e o padre na missa. Esta semana ele começou a perceber que a TV quer enganá-lo, que sempre houve pobreza, por que ele viveu nela, e não porque a rede Globo disse que existia. Para mim, Valdir é o símbolo da inclusão social da Educação, vou lutar para que outros sigam o mesmo exemplo.

No ensino médio, todos os elogios que eu fizer serão poucos. Ana Cristina manteve-se presente e dedicada a as aulas e tem tido excelentes resultados. Uma surpresa do ensino médio foi a mudança na postura de Magda. Renovada neste semestre, o seu desempenho e participação melhoraram muito, e ela tornou-se uma aluna exemplar.
Em relação as ausências, minha opinião é: o horário é mais uma desculpa para aqueles que não tem compromisso com os estudos, e não ligam para as vantagens que só poderiam ser oferecidas pelos órgãos públicos. O estereótipo do funcionalismo público está entranhado nos alunos que simplesmente preferem reclamar, ao fazer o mínimo esforço para melhorar a sua condição de vida. Estes alunos não deveriam prejudicar os que a presentes porém, no mundo real de “provas e expiações” isso acontece.

Para finalizar, gostaria de agradecer, a Dona Fátima, a Claudia, a Magaly e principalmente a Elizabeth (Bete), que com seu empenho e seu amor ao projeto despertou em mim o educador que nunca fui. São pessoas como estas que tornam a vida valida e renovam o nosso espírito de que ainda a jeito para este país, de uma sociedade esquizofrênica, que só agora “percebeu” a pobreza por que ela passou no Fantástico, e não quando ela estava batendo no vidro do nosso carro dizendo:
- Tem uma moeda ai tio!

Alan Benedetto, professor de Historia.

1.6.06

É ritmooooo, é ritmooo de festa....

Como diria Titio Sílvio, é ritmo de festa, ou melhor dizendo, ritmo de FÈRIAS.
Técnicamente ainda não estou de férias, mas com a ajuda amiga dos rodoviários estou entrando no clima.
Que saudade da rotina de férias, acordar tarde, dormir mais um pouco, fazer o que eu bem quiser do dia, sem ter o peso na consciência de que deveria estar fazendo alguma outra coisa, porque eu realmente não tenho o que fazer!
É muito bom acordar e só ter uma preocupação no dia: se lembrar de ouvir a hora do rock na Globo Fm as 9 horas(lembra josé!!), fazer a velha sessão todo dia, dar uma volta pelo bairro, ouvir o magical mistery tour na beira da praia do jardim de alah, minha vida poderia ser sempre assim.
Mas é como eu sempre digo, se os dias de semana não existissem, os fins de semana não seria tão bons.
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Tenho ouvido muito o OK Computer do Radiohead, é engraçado como o gosto muda de uma hora pra outra, quando eu ouvi o cd pela 1a vez achei um saco, um disco extremamente melancólico e sem graça, mordi minha língua e estou pagando o preço, pra compensar a blasfêmia, ele tem rodado todo dia aqui em casa.