Est.Mussurunga - Pituba -Barra R2
Eu nunca canso de me surpreender com as pessoas que usam o coletivo como modo de sobrevivência.
São várias categorias de trabalhadores do coletivo, tem os baleiros, os ex-viciados, músicos, deficientes, enfermos, e aqueles que pedem por pedir mesmo.
Voltando da aula esses dias entrou um baleiro, vendendo uma bala de gengibre mais milagrosa que a lágrima do Chuck Norris, combate tosse, rouquidão, asma, bronquite, reumatismo, câncer e qualquer outro mal desse mundo. Nisso o cara começa o velho discurso:
-Boa tarde senhoras e senhores, desculpe incomodar a viagem de vocês, mas eu to aqui.....bla bla bla.
O que me chamou a atenção foi quando ele começou a falar os preços:
-Uma é 10, três é 50 e sete é o vale....
Eu nunca tinha parado pra prestar atenção, mas com uma matemática básica, a gente pode concluir que um vale seria o equivalente a 17 balas, e não sete!!
Agora o mais impressionante que eu já vi, de longe, foi um colombiano, músico, que tocava no ônibus pra tirar um trocado. Quando eu digo tocar, é tocar mesmo! O cara tocava uma flauta peruana com a boca, um bandolim com a mão e um pandeirinho com o pé/joelho, e ao mesmo tempo se equilibrava dentro do ônibus!
Coisas que você só vê no transporte coletivo de salvador.
Obs: conversando com jorge me lembrei de uma coisa interessante, o colombiano começou o show dele no ônibus perto de onde eu ia saltar, não vi muito, mas eu juro que o cara era bom e que eu achei tão sensacional o que ele fazia, que eu quase perdi o ponto pra continuar o assistindo...

3 Comentários:
você realmente tem uma queda por coisas diferentes, pra não dizer estranhas!
;P~
28/4/06 23:47
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24/5/06 20:53
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